quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Museu como Laboratório de Experiências CONVERSA 6. Tatiana Sulzbacher


CONVERSA 6. Dia 28/04, 18:30, Tatiana Sulzbacher
O Museu como Laboratório de Experiências
Durante as décadas de 1960/70, o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC/SP) se transformou em um espaço vivo de experimentações artísticas sob a direção de Walter Zanini. O embate que se deu entre os artistas, o museu, e o público, não só no Brasil, mas também em outros países nesse mesmo período, deixou para nós o desafio de repensarmos o papel de cada um destes agentes na arte da contemporaneidade. Atualmente, artistas, curadores e pesquisadores buscam (re)inventar formas de circulação e visualização da produção atual.

LOCAL:
Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Solar do Barão
Rua Carlos Cavalcante, 533 - Centro - Curitiba/Pr

Próxima Conversa:
Conversa 7. 12/05, 19:00, com Felipe Prando – Projeto [Paisagem:Fronteira]

Sobre a exposição CONVERSAS:
A exposição CONVERSAS é uma proposição artística construída com a participação de 05 projetos – Projeto [PAISAGEM:FRONTEIRA], plataforma parentesis (coleção Conversas), BASEmóvel, Projeto Mutirão e Conversa como Lugar – que realizam suas exposições sob as formas de conversas e/ou publicações.
CONVERSAS é o nome da exposição, mas também é um contexto gerado pelo encontro destes projetos, e o ponto de partida para a produção de seus espaços expositivos: o Museu da Gravura de Curitiba e o JORNAL. Os propositores de cada projeto, através da realização de CONVERSAS, e a partir das mesmas, ocupam e ativam os dois espaços expositivos com as questões dos seus trabalhos, e as da exposição.
As salas do Museu da Gravura, vazias no ato de abertura da exposição, serão ocupadas à medida que o público e/ou os projetos transformarem estas salas num espaço ativo. A exposição existirá como uma superfície aberta e distributiva, um espaço sujeito a mudanças, que não será o mesmo do primeiro ao último dia de exibição, pois será elaborado e transformado neste período.
Cada projeto, a partir do seu próprio contexto, e do gerado pelas CONVERSAS, poderá configurar o espaço expositivo de modo diferente: criar equipamentos expositivos próprios, dialogar de modo mais intenso com um e não com outro projeto, disponibilizar vídeos, publicações, textos avulsos, etc..
O JORNAL será produzido ao longo das CONVERSAS enfatizando a ideia da exposição ser não apenas um espaço de apresentação, mas também de produção de trabalhos de arte, e de outras exposições.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Geração 00 – A Nova Fotografia Brasileira com curadoria de Eder Chiodetto



Estou participando desta exposição que abrirá no próximo sábado, dia 16 às 18hs, no SESC Belenzinho em SP. A mostra Geração 00: A Nova Fotografia Brasileira, com a curadoria de Eder Chiodetto, reúne cerca de 180 trabalhos de 52 artistas, realizados entre 2001 e 2010.

Aqui segue uma entrevista com o Eder falando do trabalho. Foi tirada do blog: http://www.olhave.com.br

OLHAVÊ – O que é a Geração 00 da Fotografia Brasileira?

EDER CHIODETTO – ”Geração 00″ é uma espécie de mapeamento das linhas de força da fotografia brasileira experimental e documental que surgiram e/ou ganharam musculatura na primeira década deste século, entre 2001 e 2010. É a primeira geração que produz a partir de vários preceitos novos: da (r)evolução tecnológica ocorrida nos últimos anos, a massificação das câmeras digitais, a solidificação da internet banda larga que acelera a circulação das informações e sobretudo das imagens, a incorporação da fotografia no processo criativo de vários artistas não fotógrafos que finda por expandir o território das imagens técnicas, o impacto sem precedentes que a fotografia documental sofre em virtude do estreitamento agora mais claro entre realidade e ficção, entre outros aspectos.

OLHAVÊ – O que lhe estimulou a pensar e fazer esta grande exposição?

EDER CHIODETTO – O fato de perceber que de fato nesta última década temos novas plataformas para pensar a fotografia e sua função social, artística, utilitária, etc. Não se trata de uma efeméride apenas, mas de um contexto histórico diferenciado em relação as últimas décadas. Este período marca também a minha atuação como crítico de fotografia na Folha e o começo e consolidação da minha atuação como curador.

Por conta disso tive contato com muitos fotógrafos, pesquisei muito pelo Brasil, tive a oportunidade de ver e perceber um crescimento vertiginoso na qualidade da produção da nossa fotografia com ótimas respostas do mercado, circuito de arte, editoras, etc. Logo, este projeto é também uma devolução resumida de tudo que vi, dos trabalhos que me impactaram, de artistas que eu trabalhei em diversos projetos. É uma curadoria que tem um viés científico e outro afetivo.

OLHAVÊ – Como foi pensado os núcleos temáticos?

EDER CHIODETTO – Na verdade, desta vez eu imaginava fazer a mostra sem núcleos temáticos, que é algo que já virou uma marca das minhas curadorias, como em “Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção M+M Auer” entre outras. Eu pensava em fazer um núcleo único, misturando fotografia experimental/artística com documental e novo fotojornalismo por entender, justamente, que um dos méritos dessa geração foi diminuir a distância entre esses canais, historicamente sempre tão estanques.

Por questões espaciais esses núcleos permaneceram separados, embora haja bastante porosidade entre ambos. Contribuiu para isso também a minha necessidade sempre presente de comunicar com o grande público, ser didático, o que no Sesc Belenzinho será uma experiência sem precedentes.

OLHAVÊ – Pela sua pesquisa para a Geração 00 o que veremos – ou, o que você espera – na Geração 01 da fotografia nacional?

EDER CHIODETTO – Espero ver na Geração 01 aquilo que eu não consigo imaginar hoje… Só que espero estar vivo e atuante até lá para poder ver onde isso tudo que estamos vivendo hoje vai dar. Um dos meus maiores prazeres com Geração 00 é poder rever esses trabalhos daqui há 10, 20, 30 anos e perceber se de fato essa geração plantou um terreno fértil, como esses trabalhos poderão no futuro ser referência para pesquisas e novos desdobramentos, o que acontecerá com esses jovens artistas com a soma do tempo e uma maior maturidade.

Geração 00 é uma garrafa com poética e códigos próprios que estamos lançando no mar para que futuras gerações nos descubram e recodifiquem.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

hoje CONVERSA 5. Dia 14/04, 19:00, Vitor Cesar e Enrico Rocha – BASEmóvel

CONVERSAS

Projeto [PAISAGEM:FRONTEIRA], Felipe Prando + plataforma parentesis (coleção conversas), Regina Melim + BASEmóvel, Vitor Cesar e Enrico Rocha + Projeto Mutirão, Graziela Kunsch + Conversa como Lugar, Vitor Cesar e Graziela Kunsch



CONVERSA 5. Dia 14/04, 19:00, Vitor Cesar e Enrico Rocha – BASEmóvel

BASEmóvel, Vitor Cesar e Enrico Rocha

Entre 2002 e 2004, a Transição Listrada (Renan Costa Lima, Rodrigo Costa Lima e Vitor Cesar) acolheu pessoas, exposições e debates na BASE, espaço de trabalho dos artistas, em Fortaleza. O espaço foi fechado e surgiu a BASEmóvel: uma estrutura flexível que objetiva proporcionar encontros, conversas e estudos. A BASEmóvel acontece em diferentes formatos. Sua primeira edição consistiu numa série de oficinas no interior do Ceará, com o projeto Artistas e suas formas de organização. Uma pequena biblioteca formada por todo material coletado nos anos de existência da BASE era disponibilizado para consulta. Em sua segunda edição, realizada em colaboração com Graziela Kunsch, uma “poltrona namoradeira” que acolhe uma biblioteca foi utilizada na exposição Campo Coletivo, no Centro Universitário Maria Antonia.

Para Curitiba está sendo construída uma nova BASEmóvel.



LOCAL:

Museu da Gravura de Curitiba, Solar do Barão

Rua Carlos Cavalcante, 533 - Centro - Curitiba/Pr

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Programação da Exposição CONVERSAS para os dia 02 e 03 de abril

todos os eventos acorrerão no Museu da Gravura de Curitiba, Solar do Barão, Rua Carlos Cavalcante, 533, Centro

Dia 02/04 (sábado)
15:00 - Conversa 3 com Graziela Kunsch

A artista irá expor/apresentar o Projeto Mutirão que é uma obra processual que acontece na forma de conversas/apresentações únicas e compreende uma série de excertos de A.N.T.I. cinema - vídeos formados por um único plano cada - que documenta a produção coletiva de uma outra cidade. Estes excertos podem ser entendidos como uma pequena peça de um processo maior, como um momento de lutas políticas em andamento. A cada apresentação são escolhidos excertos para mostrar e iniciar uma conversa com o público presente. Todas as apresentações são registradas e incorporadas ao trabalho, com o objetivo de repensar o papel dos indivíduos - aí incluídos os artistas - em processos coletivos, históricos e políticos.

16:20 - Banca de Publicações
Serão vendidas e/ou distribuídas publicações produzidas pelos artistas que participam da exposição.
A plataforma parentesis trará para a CONVERSAS todas as suas publicações, e também lançará o A2-Felipe Prando.

16:30 - Conversa 4 com Regina Melim, Vitor Cesar, Enrico Rocha, Graziela Kunsch, Tatiana Sulzbacher, Felipe Prando
As salas expositivas no Museu da Gravura de Curitiba serão
ocupadas por uma grande conversa que contará com a participação dos propositores dos 05 projetos que constroem esta exposição. O espaço expositivo estará ativado por questões trazidas pelos projetos, pela exposição, e outras construídas na própria conversa.

Dia 03/04 (domingo)
15:00 - OFICINA "Eu sou ele assim como você é ele e eu sou você e nós somos todosjuntos", com Graziela Kunsch

Para participar das mais diversas lutas políticas e articular todasessas lutas uma pessoa sozinha teria de estar em muitos lugares ao mesmo tempo. E isto é humanamente impossível. Da mesma forma que as lutas políticas são necessariamente coletivas, para o Projeto Mutirão aumentar de escala também precisará ser uma prática coletiva, ser apropriado.
Público alvo: educadores, ativistas políticos e curiosos em geral.
Pré-requisito: participar da conversa Projeto Mutirão no dia 02/04.

informações: felipeprando@gmail.com

abraço

até o final de semana !!