sexta-feira, 28 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Ação Bate-Papo VERMELHO: Sessão Tupamaros

Vermelho [ação/intervenção]

www.vermelho2009.wordpress.com


Ação Bate-papo

22/08, sábado, 16hs - Sessão de filmes - "TUPAMAROS"
Local: Núcleo de Estudos da Fotografia - Rua Conselheiro Araújo, 315 - fone:3262-1362



Por que Tupamaros?

Dada - Situacionismo - Tupamaros - Conceitualismo.
No ano de 1970 Luis Camnitzer escreveu esta espécie de genealogia da história da arte, todavia após alguns anos descartou a tentativa de construir uma história da arte por parecer totalizante e redutora. O que permaneceu foi a idéia de que as operações dos Tupamaros eram uma forma válida de arte.
Os Tupamaros (Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros) surgiram no Uruguai em meados dos anos 60. As ações realizadas pelos Tupamaros não tinham a estética como preocupação central, e sim a necessidade de comunicar idéias diretamente ao público. Num período em que o Uruguai vivia uma suposta normalidade e formalmente (legal) uma democracia, as ações buscavam desfazer este mito. Apontavam para a construção de uma sociedade aristocrática-autoritária através de um governo que alguns anos mais tarde assumiu-se como mais uma das ditaduras militares latino-americanas.
A "desmaterialização da arte" pensada por Lucy Lippard e John Chandler, entre os anos 60-70, é ,no caso americano e anglo-saxão, uma desmaterialização do objeto enfatizada pela enfaze não-visual dos trabalhos. Em 1967, ano da publicação do artigo "a desmaterialização da arte", Lippard e Chandler diziam que o objeto tornava-se obsoleto e que "qualquer dia, num futuro próximo, será necessário o escritor ser um artista, assim como, um artista ser um escritor".
Para Camntizer a desmaterialização de trabalhos latino-americanos pode ser pensada pela contextualização, ou quem sabe através da politização daquele conceito, em respeito às referências ideológicas que surgem no enfrentamento de problemas sociais.
"Se existe uma linha que separa a arte da política, há dois eventos na América Latina que tocam esta linha [...]. Os Tupamaros exemplificam a política aproximando-se o máximo possível da fronteira artística" (Luis Camnitzer, em Didactica de la liberación: arte conceptualista latinoamericana, p. 65)
Felipe Prando e Milla JungCuritiba, 21 de agosto de 2009.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Convite Defesa

Universidade do Estado de Santa Catarina
Centro de Artes
Programa de pós-graduação em Artes Visuais



Convite para defesa de dissertação de Ana Emília Jung


ROBERT FRANK
E A OPERAÇÃO DE MONTAGEM NO CAMPO DO OLHAR




Orientador: Profa. Dra. Rosângela Miranda Cherem
Comissão examinadora: Dr. Antonio Carlos Santos/UNISUL
Dra. Sandra Makowiecky/UDESC


Data: Sexta-feira, 14 de agosto de 2009, 10 h.
Local: Auditório do Ceart/ Avenida Madre Benvenuta, 2007




RESUMO

Na série Polaroids, o fotógrafo Robert Frank cria situações encenadas e manipula a superfície bidimensional em condição de pós-produção, construindo imagens com fronteiras imprecisas onde se destacam vazios, palavras, gestos pictóricos, apropriações e encenações. Emergindo por recursos de montagem, tais procedimentos colocam em questão certas referências intrínsecas ao campo da fotografia e da imagem permitindo reconhecer um território onde tanto a fatura como as noções operatórias que se afirmam como fundamento poético se implicam e se rebatem, interrogam e perturbam em relação ao campo do olhar. Na interlocução da história e teoria da arte com a psicanálise e a filosofia, encontramos a possibilidade de problematizar os procedimentos deste trabalho a fim de elaborar as questões que dele ressoam sem, entretanto, reduzir seus termos. No primeiro capítulo, investigamos o potencial de linguagem do estrangeiro como uma condição da imagem, que se identifica, tanto no campo fotográfico como imagético, como anulador de fronteiras e instaurador de novos parâmetros propositivos. A inquietante estranheza freudiana articulada com as infinitas possibilidades da linguagem artística abre campo para pensar a série Polaroids como imagem-acontecimento. No segundo capítulo, analisamos a relação entre o visível e o dizível a partir dos aspectos renitentes da operação de montagem ao longo da série, entre os quais, a lógica figural nos sonhos e na retícula, a relação entre imagem e palavra, a repetição como diferença e o gesto que re-significa o instante de ver. No terceiro capítulo, analisamos o rebatimento destes procedimentos plásticos no campo do visual. Do processo de instauração da visualidade do objeto artístico, alcançamos a noção de irrepresentável como encontro com o Real, e concluímos com a estrutura do campo escópico formulada por Jacques Lacan, e cuja orientação na teoria da arte é desenvolvida por Georges Didi-Huberman, onde o olhar cumpre a função de causar o sujeito em seu desejo.

PALAVRAS-CHAVE: Robert Frank, fotografia, operação de montagem, campo do olhar.