quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Deserto de Real, lá vou eu...


Exposição Bolsa Produção Artes Visuais da FCC, lá vamos nós...


Manguel e os nossos companheiros


No ano 2000, Alberto Manguel e sua esposa compraram e renovaram uma casa presbiteriana medieval em Poitou-Charentes na França. É lá que hoje estão os seus 30.000 livros.

Os meus livros do Manguel estão sempre na minha mesinha de cabeceira.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Duchamp e Paz


Uma vez qualificada (no mestrado) me dou ao luxo de passar o carnaval com um livro fora da minha bibliografia de mestrado que há muito me espera calado na estante:

MARCEL DUCHAMP ou o castelo da pureza, de Octavio Paz.


...cada um dos seus instantes é definitivo em relação aos que o precedem e relativo diante dos que o sucedem.


Imagem que reflete a imagem daquele que a contempla, jamais poderemos vê-la sem que nos vejamos a nós mesmos. Em suma, o poema e a pintura afirmam simultaneamente a ausência de significado e a necessidade de significar e nisto reside a significação de ambas as obras. Se o universo é uma linguagem, Mallarmé e Duchamp nos revelam o reverso da linguagem: o outro lado, a face vazio do universo. São obras em busca de significação. (p.55)


O silêncio de Duchamp é aberto: afirma que a Arte é uma das formas mais altas de existência, com a condição de que o criador escape a uma dupla armadilha: a ilusão da obra de arte e a tentação da máscara de artista. Ambas nos petrificam: a primeira faz de uma paixão uma prisão e a segunda de uma liberdade, uma profissão. (p.62)


...Duchamp é um clown. A liberdade não é um saber mas aquilo que está depois do saber. É um estado de ânimo que não só admite a contradição como busca nela seu alimento e seu fundamento. (p. 63, referência em itálico sobre citação de Roché por Octavio Paz)


...sua atitude nos ensina - embora ele nunca se haja proposto nos ensinar nada - que o fim da atividade artística não é a obra, mas a liberdade. A obra é o caminho e nada mais. Esta liberdade é ambígua ou, melhor dizendo, condicional: a cada instante podemos perdê-la, sobretudo se tomarmos a sério nossa pessoa e nossas obras. (p.64)


Sabedoria e liberdade, vazio e indiferença se resolvem em uma palavra chave: pureza. Algo que não se busca, mas que brota espontaneamente depois de se ter passado por certas experiências. Pureza é aquilo que fica depois de todas as somas e restos. (p.64)














sábado, 7 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Felipe em busca da cancha perdida


Problemas de síntese


Não sei por que raios de nostalgia abri a Gazeta do Povo on line: 49 mortos no fim de semana em Curitiba. Mas o Rocco, que entrevistou o Lerner em Miami esta semana, disse que Curitiba é paraíso e eu não sei. Não consegui ainda fazer a síntese dessas duas proposições.

Já volto, vou ali no Brasil comprar água que é mais barato.

Na foto, tirada do lado brasileiro, vcs estão vendo o Uruguay.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

por um retorno


Sim, eu ter parado de escrever no blog tem a ver com o assalto lá em casa e o consequente desaparecimento do meu Mac. Não tenho fetiche por laptops mas no computador estava a síntese de meu contato com o mundo, bem como a minha dissertação de mestrado e as imagens do projeto da FCC que tenho que apresentar dentro de 3 semanas, então fiquei meio sem rumo e parei de escrever.

Agora me encontro no Chuí-Chuy e escutando esta meia salsa que soa na praça desde cedo, me deu saudades de estar por aqui e me comunicar com meus 3 ou 4 leitores fieis. Até semana passada, antes de passar pelo interior do Uruguai e por Montevideo, achava o Chuí pacato, mas depois desta meia voltinha na Suiça latino-americana, passei a entender a fronteira como o espaço mais animado da região. Olhando o Uruguay pela janela de um ônibus muito muito velho, lembrei do ensaio Família Rodelu do Daniel Machado e do filme Whisky, de fato este cenário abandonado parece ser em primeira impressão este país. Ou o dinheiro está todo em Punta Del Este e nos freeshops lotados daqui. Para onde foram os outros?


abrazos!