quarta-feira, 22 de outubro de 2008

estado-cegueira \ estado-escuta, no MAC


A partir do estado-cegueira \ estado-escuta


Hélio Fervenza

O que acontece quando não consigo ver completamente aquilo que em princípio seria possível de ver? Que tipo de olhar surgiria daí?

O que ocorre quando escuto, quando me coloco numa situação de escuta atentiva e aberta?

Estado-cegueira \ estado-escuta: um estado de exposição para o olhar e o escutar, a disposição de dois sentidos para estarem em relação com o mundo e entre-si. Dois estados constituindo-se no cruzamento de sentidos, no intervalo da atenção, na atenção ao intervalo, naquilo que produz impedimento, mas também naquilo que estende os sentidos.

Pensar o intervalo como diferença, e a arte como artifício, como exercício, como des-naturalização das relações, como um jardim de pedras sonoras, como um estalo de luz e sombra.

Então, naquilo que falta e no que está em excesso, escutar uma meia paisagem pode já ser uma paisagem e meia. Pois a escuta produz muitos sentidos: ouvido flutuante: em meio flutuante: a ilha lá: não tão longe: no meio: escuta e meia:

E o meio, pode ser aquilo que divide, esconde, vela, apaga, deixa pra depois.

A partir da experiência, percorrer uma meia paisagem, deslizar e alternar uma película translúcida e esbranquiçada, uma sombra em negativo. A mosca encosta-se ao meu olhar por mais que ele voe, por mais que ele encoste o ouvido no mar.

Paradoxo: o mar parado me assombra, mas só enquanto que metade.

Aqui, a condição para o olhar implica um não olhar — e seus diferentes graus, formas e estados —, implica um empecilho, uma mosca volante. A condição da escuta implica uma cigarra ou um grilo, um silêncio, uma pausa, e dentro dessa pausa, uma outra escuta, um além da escuta, e que a atravessa.


domingo, 19 de outubro de 2008

Evgen Bavcar, in Memória do Brasil

"Sim, penso ainda nos escravos: somos todos escravos. O que nos diferencia é o grau de nostalgia que carregamos conosco e que marca nosso corpo com a liberdade por vir."

"Há uma necessidade interior que consiste em abordar os domínios desconhecidos com inocência. Isso é tanto mais necessário quanto conhecer, para mim, não signifca querer ser um especialista, mas sobretudo estar diante de algo não definido que exerce sobre nós uma atração secreta."

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Tercera Bienal Argentina de Fotografía Documental.

Não foi por falta de público:



Abertura na Fundación Vicente Lucci:

AL SÉPTIMO AÑO de Daniel Merle,
LOS ABRAZOS de Gabriela Muzzio,
SUPAY FOTOS com o Grupo peruano Supay Fotos e
ESPACIO DE AFECTOS com Milla Jung.





La Tercera Bienal Argentina de Fotografía Documental:
http://www.youtube.com/watch?v=n5ahUwaDiWg

terça-feira, 7 de outubro de 2008

3 Bienal Argentina de Fotografia Documental




ESPACIO DE AFECTOS
Milla Jung (Curitiba, Brasil) 10/10 al 31/10
Inauguración: viernes 10 de octubre a las 20:30 hs.
Fundación Vicente Lucci
Salta 532
Horarios: lunes a viernes de 16:00 a 20:00 hs.


Jueves 9 de octubre
17:30 hs. Mesa panel: “Fotografía latinoamericana”
Roberto Córdova-Leyva (México) - Milla Jung (Brasil) – Supay Fotos (Perú)
Auditorio C.C. Virla

para o resto da programação: http://www.fotobienal.com.ar/

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"O que desejo não tem nome" na Estreita Galeria de fotografia





"O QUE DESEJO NÃO TEM NOME"


de Elenize Dezgeniski, Lidia Ueta, Luana Navarro, Patrícia Lion e Arthur do Carmo



MOSTRA DOS VÍDEOS


PEGUE UMA E LEVE VÁRIOS - Arthur do Carmo

VULNERABILIDADES – Lidia Ueta

CORPO URBANO – Luana Navarro


Estreita Galeria
Núcleo de Estudos da Fotografia
Rua Conselheiro Araújo, n°315
Abertura e mostra dos vídeos no dia 03/10 (sexta-feira) às 19 horas