segunda-feira, 23 de junho de 2008

Recorte pós-moderno no Museo Oscar Niemeyer

As fotos são do Rafael Egashira


Este fim de semana fui assistir ao espetáculo da orquestra à base de corda, regido por João Egashira, com o Renato Borghetti no teatro do Museu Oscar Niermeyer. Apesar de ter visto ótimas exposições lá no museu, sem dúvida o show de ontem foi o que mais me tocou. No fim do espetáculo até o Ceará subiu no palco com seu triângulo. Egashira, Ceará e Borguetinho juntos, muito brasileiro.



domingo, 22 de junho de 2008

exposição em Buenos Aires

Guimarães Rosa

"Artista é aquele que de repente aprende" incrição na parede do Atelier de Siron Franco.

sábado, 21 de junho de 2008

Richard Long


Richard Long. Artist.

Art made by walking in landscapes.
Photographs of sculptures made along the way.
Walks made into textworks

quinta-feira, 19 de junho de 2008

"el lugar de cada uno" em Buenos Aires

Un ensayo de los autores brasileros Milla Jung, Anuschka Lemos y Felipe Prando se inaugura en julio en la FotoGalería del Teatro San Martín

El martes 1 de julio a las 19 horas se inaugurará en la FotoGalería del Teatro San Martín –que dirige Juan Travnik– la muestra el lugar de cada uno, de los autores brasileros Milla Jung, Anuschka Lemos y Felipe Prando. La exposición, que se presenta en conjunto con la Embajada del Brasil en Buenos Aires, podrá ser visitada a diario hasta el domingo 3 de agosto, de lunes a viernes desde las 12 horas y los sábados y domingos desde las 14 horas hasta la finalización de las actividades del día en el teatro (Avenida Corrientes 1530). La entrada es libre.

Desde hace unos años Milla Jung, Anuschka Lemos y Felipe Prando llevan adelante el proyecto colectivo “escapatorias”. Estos tres artistas brasileros sumaron esfuerzos creando un espacio de investigación y trabajo en común, sin perder su individualidad como autores. En el ensayo el lugar de cada uno, creado de este modo, las imágenes de Milla Jung tratan de generar en blanco y negro sensaciones que habitualmente no se perciben en el campo de lo visible. Su tema son los miedos, el amor, o emociones que emergen con pequeños y sutiles gestos corporales. Los fondos blancos sobre los que aparecen las figuras crean una sensación de vacío, y atemporalidad. Anuschka Lemos exploró en la noche las relaciones visuales que se producen entre los personajes y un escenario diferente al que se observa con la luz del día. Los personajes se pierden en el negro intenso de la noche o caminan en parques o calles iluminados por luces de diferentes colores, en imágenes con efecto de grano o con el reconocible uso del flash. Felipe Prando recorrió espacios en los que vivió parte de su infancia. Encontró fábricas abandonadas que ya no producían sus productos. Pero tampoco ocupaban más a la gente, ni alentaban sus ilusiones o sus proyectos. Esos escenarios desiertos, fotografiados con mirada cálida y excelente técnica, pueden generar interrogantes sólo en el campo de los recuerdos.

domingo, 15 de junho de 2008

Cora Coralina, do blog Caquis Caídos

Encontrei hoje, no blog da Adriana Lisboa...

Minha cidade

Goiás, minha cidade...
Eu sou aquela amorosa
de tuas ruas estreitas,
curtas,
indecisas,
entrando,
saindo
uma das outras.
Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha.

Eu sou aquela mulher
que ficou velha,
esquecida,
nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,
contando estórias,
fazendo adivinhação.
Cantando teu passado.
Cantando teu futuro.
Eu vivo nas tuas igrejas
e sobrados
e telhados
e paredes.

Eu sou aquele teu velho muro
verde de avencas
onde se debruça
um antigo jasmineiro,
cheiroso
na ruinha pobre e suja.

Eu sou estas casas
encostadas
cochichando umas com as outras.
Eu sou a ramada
dessas árvores,
sem nome e sem valia,
sem flores e sem frutos,
de que gostam
a gente cansada e os pássaros vadios.

Eu sou o caule
dessas trepadeiras sem classe,
nascidas na frincha das pedras:
Bravias.
Renitentes.
Indomáveis.
Cortadas.
Maltratadas.
Pisadas.
E renascendo.

Eu sou a dureza desses morros,
revestidos,
enflorados,
lascados a machado,
lanhados, lacerados.
Queimados pelo fogo.
Pastados.
Calcinados
e renascidos.
Minha vida,
meus sentidos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher,
têm, aqui, suas raízes.

Eu sou a menina feia
da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha.


*

Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, 1889-1985) nasceu em Goiás e publicou seu primeiro poema aos 76 anos, embora escrevesse desde moça. Aos 90, foi apresentada ao mercado nacional através de Carlos Drummond de Andrade, que lhe escreveu numa carta: "Admiro e amo você como alguém que vive em estado de graça com a poesia."

domingo, 8 de junho de 2008

exposição Suitcase


De 10 a 27 de junho de 2008
Visitação das 13 às 17h
Local: Retiro do Manguezal (ver mapa) - no Campus Itacorubi da UDESC - Florianópolis

Suitcase reúne propostas poéticas de alunos de dois programas: o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV), da UDESC, e o Master of Fine Arts da Michigan State University (MSU).
Suitcase é uma exposição processual, realizada em três etapas. No dia 10 de junho, próxima terça, Suitcase estará aberta ao público no espaço expositivo Retiro do Manguezal (ver mapa) e apresentará trabalhos dos mestrandos do PPGAV. O segundo momento, em agosto, contará com a presença dos estudantes da Michigan State University e vai reunir as propostas dos acadêmicos das duas universidades. Em uma terceira etapa, esta mesma exposição em conjunto será realizada novamente, num espaço expositivo da MSU, nos Estados Unidos.
Entre os mestrandos do PPGAV – UDESC, participam: Ana Hmeljevski, Deborah Bruel, Diego Rayck, Flávia Duzzo, Jefferson W.Kielwagen, Márcia Sousa, Miguel Etges, Silvia Guadagnini e Talita Esquivel. Dentre os acadêmicos da MSU, tomarão parte na segunda e terceira etapas: Steve Baibak, Matthew Boonstra, Ben Clore, Deon Foster, Benjamin R. Fuhrman, Andrew Rieder, Janel Schultz, Lisa S.Truax, Grant Whipple e Andrea Wicklund.

Ação educativa
Agendamento de visitas monitoradas com Maria Helena pelo
telefone: 9927.4601 ou e-mail: mariahelenabarbosa@yahoo.com.br

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Beirut -

#64.2 - BEIRUT - The Penalty

Estréia Godot

ESTRAGON
Qual é nosso papel nisso?

VLADIMIR
Nosso papel?

ESTRAGON
Pense bem.

VLADIMIR
Nosso papel? É dos suplicantes.

ESTRAGON
Chegamos a esse ponto?

VLADIMIR
Vossa Excelência tem exigências a fazer?

ESTRAGON
E não temos mais direitos?

Riso de Vladimir, abortado abruptamente como antes. Mesmo jogo, menos o sorriso.

VLADIMIR
Você me faria rir, se isso me fosse permitido.

ESTRAGON
Nós os perdemos?

VLADIMIR (nitidamente)
Nós os jogamos fora.

Silêncio. Permanecem imóveis, braços pendentes, cabeças caídas, joelhos arqueados.