segunda-feira, 21 de abril de 2008

ONCE

Once

Ontem eu assisti Once do diretor John Carney, foi o primeiro (e imagino que único) musical que gostei na vida. Os atores de fato não são atores, são músicos - Glen Hasard (da banda The Frames) e Marketa Irglova (atriz e instrumentista), ele me lembrou muito do Eduardo Serafim , que aliás vai adorar o filme porque acaba muito mal (saudades das nossas diferenças), no meu ponto de vista é claro. Mas a vida é tão mais imprevisível que o cinema e eles na verdade são um casal.

domingo, 20 de abril de 2008

correspondências

Tomo a liberdade de postar esta pequena carta que recebi hoje, domingo chuvoso e frio. A Marcia é uma grande amiga que agora é minha irmã do coração. Ela faz cadernos afetivos de artista, é casada com o Ale que quando eu conheci tinha cabelo comprido, já morou em Cascais (sim, princípio do mundo que fica em Portugal) e agora habita uma casinha verde em Rio Tavares (no paraíso) e está com o cabelo comprido e liso (por alguma razão natural e desconhecida). Aproveito para respondê-la on line...


Querida Milla,

Tua carta para seu amigo Renato também foi uma carta para mim. E tuas palavras, entre o ficar e o ir, também falam de como me sinto.
Sim, para mim também, é muito mais confortável estar em trânsito e me sentindo estrangeira no mundo. Muito mais difícil é conseguir se sentir menos estrangeiro no chão em que pisamos todos os dias. Não sei muito bem como fazer isso, aprendo a cada passo, e pessoas como você criam o contexto de aconchego que confronta o estranhamento que o mundo real me provoca todos os dias...

Obrigada por existir. Queria ter te encontrado antes...

marcia



Querida Marcia,

Quem disse que já não nos conhecíamos? Ou me enganei quando te reconheci naquele banco da Udesc quando nós duas esperávamos a entrevista final do mestrado? Naquele dia eu pensei, e nos primeiros dias de aula tive a certeza, que você era a amiga secreta que brincava comigo quando eu era pequena. Passadas algumas semanas, e percebendo como você preenchia o caderno nas aulas de arte relacional e também como você delicadamente descia da tua motoca radical quando chegava na universidade, percebi que também já te conhecia da minha adolescência. Nas minhas longas viagens de mochila, nunca estive só, sempre estive conversando altos papos com alguém, alguém que às vezes me entendia, outras me tirava o maior sarro - alguma coincidência?
Mas hoje, mais do que nunca, você é muito presente para mim. Todas as quartas, quando não quero pegar o ônibus para Floripa, escuto o Felipe dizendo: mas lembre que você também vai ver a Marcia, e isto é brutal para mim, cruzo do Paraná para Santa Catarina feliz da vida. E então você chega no campus um pouco desolada (tantas coisas para dar conta) mas com aquele sorriso de quem faz cadernos de artista, de quem lida diretamente com a vida e cheia de afeto.
E então sinto-me em casa. Vamos comer uma salada de frutas?
beijo grande para vc, para o Ale e lembranças para o mar,

Milla



sexta-feira, 18 de abril de 2008

"Las madres del monte" de Julio Pantoja


"Las madres del monte" é o trabalho que o fotógrafo argentino (de Tucumán) Julio Pantoja está expondo no Centro Cultural Eugênio Flavio Virla.

Dá para ver todas as imagens e textos (e vale muito a pena) no site: http://www.juliopantoja.com.ar/Reportajes/MadresMonteTodos.htm


Julio também é responsável pela "Bienal Argentina de Fotografía Documental", que acontece em Tucumán.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Corpo Urbano, fotografias de Luana Navarro


'CORPO URBANO' é a exposição de Luana Navarro, que com muito orgulho também integra o Núcleo de Estudos da Fotografia, e que acontece no dia 17- quinta-feira às 19 horas no SESC da Esquina - Photoespaço, em Curitiba/Pr.





segunda-feira, 14 de abril de 2008

Bolsa Produção Artes Visuais - Ana González

Abre amanhã, 15/04, a exposição resultante da "Bolsa Produção Artes Visuais 02" da Fundação Cultural de Curitiba. Quem, além dos artistas, merece os aplausos do evento é a coordenadora Ana González, sem ela nada nada estaria rolando. Parabéns e obrigada a Ana Gonzaléz.


sexta-feira, 11 de abril de 2008

PERDER DE VISTA, de Felipe Prando



"PERDER DE VISTA" de Felipe Prando é resultado da "Bolsa Produção Artes Visuais" da Fundação Cultural de Curitiba.

A abertura será na terça, dia 15/04, ás 19hs no Solar do Barão.

Entrevista para o fotosite

Esta semana saiu no fotosite uma entrevista minha sobre fotografia, quem tiver interesse em escutá-la:
http://fotosite.terra.com.br/novo_futuro/fscast/milla_jung.mp3

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Robert Frank

“A verdade é a maneira de revelar alguma coisa sobre a sua vida, seus pensamentos, onde você está parado. A verdade não está isolada. Está aí combinada com a arte. Eu quero fazer algo que tenha mais de verdade e não tanto de arte. O que significa arriscar, porque as pessoas estão mais cômodas tratando com a arte do que com a verdade.”
Robert Frank

terça-feira, 8 de abril de 2008

Parabéns Arthur!

Estou muito feliz, o Arthur entrou no edital da Fundação Cultural de Curitiba- imagens para o transporte urbano. Fico feliz porque ele confiou no NEF e no trabalho duro, ralou para terminar O ensaio e o projeto, e agora deu certo!
Parabéns!

domingo, 6 de abril de 2008

terceira margem do rio

Querido Renato,

Companheiro de mundo e irmão.

Falei com você ontem pelo telefone e você já estava cruzando a polícia federal no aeroporto de Guarulhos – eles já sabem o teu nome? Mais uma vez você vai para o nosso mais conhecido metier, o de ser um “viajante”. Uma de nossas heranças em comum, apesar de não sermos da mesma família, também porquê isto não tem nada a ver com família. Tem a ver com o estranho, com olhar o mundo como estrangeiro, camuflar-se no anonimato, estar diante do outro, do desconhecido e principalmente diante de si.

Ir ou não ir sempre foi nossa encruzilhada, mas a resposta é imperativa, impossível não ir, é um caminho que conhecemos, será o único que conhecemos?

Estou, por aqui, tentando a terceira margem do rio, compromissos que me impedem do vício, mas confesso que não é fácil, não é um estado natural. Conto uma vitória a cada semestre que não parti e isto já leva alguns anos. Mas estaria mais em casa pegando minha mochila já e partindo por aí, você sabe. Entretanto há o desafio de tentar tornar o aqui o mesmo sabor do aí, que a vida em qualquer lugar tenha a vertigem e o delírio de estar vivo. Tenho a vida adiante para consegui-lo, espero que dê certo.

Você mal foi já sinto a tua falta, gostaria de estar contigo, gostaria que vc estivesse comigo. Um dia nos encontraremos na terceira margem do rio. Mas por enquanto te esperarei em SP na volta.

Beijo grande e boa viagem,

Milla

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O que vemos, o que nos olha

de Didi-Huberman...

"Mas a modalidade do visível torna-se inelutável – ou seja, voltada a uma questão do ser – quando ver é sentir que algo inelutavelmente nos escapa, isto é: quando ver é perder.
Tudo está aí.”

pág. 34

terça-feira, 1 de abril de 2008

Flusser e Adriana Lisboa

Peço desculpas a todos que fiquei de ligar (Renato, Inês, Melissa, Lidia) quando chegasse de Florianópolis semana passada, pois é já vou outra vez, e nem liguei. Que pena que o tempo está tão curto e corrido. Fiquei um pouco triste com esta constatação e então, para ter uma pequena alegria, abri o blog da Adriana Lisboa, e a alegria estava lá:


(caquiscaidos)...Escreveu Flusser: “Estrangeiro (e estranho) é quem afirma seu próprio ser no mundo que o cerca. Assim, dá sentido ao mundo, e de certa maneira o domina. Mas o domina tragicamente: não se integra. O cedro é estrangeiro no meu parque. Eu sou estrangeiro na França. O homem é estrangeiro no mundo.”