domingo, 24 de fevereiro de 2008

Dramin


Volta a Florianópolis, ir e vir toda semana, problema na ponte de Itajaí, algumas horinhas parados no ônibus com os filmes gênero Viação Catarinense e todas as leituras para a semana. O ar-condiocionado quebra e começa a pingar na minha cabeça, a luz de leitura não funciona, ode ao dramin!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Avaliação NEF


Tenho que confessar que essa é a melhor hora de fazer o Núcleo de Estudos da Fotografia se movimentar: na avaliação do documental quando vejo que o pessoal sai de uma vaga idéia de projeto e alcança um corpo de trabalho passível inclusive de ser criticado. Aliás. fico me perguntando porque a crítica no Brasil é tão mal vista. Algumas pessoas mostram o material para crítica e se a recebem, ficam de mal e começam a jogar pedras. Não é o caso desse pessoalzinho tão legal do NEF, Michelle, Dejalma, Mariana, Joka, Melissa, Luana, Charlene, Kenji e Arthur. Foi uma turma muito bacana e estou contente com o resulatdo. Espero que vocês ainda sejam muito criticados porque isto será o sinal que estarão trabalhando e ousando novas abordagens. Tomara também que encontrem avaliadores tão lúcidos e delicados como a Anuschka R. Lemos (Anuschka, obrigada!) e pessoas a fim de ajudar a amadurecer os projetos como o Felipe Prando (Felipe, obrigada!).

E depois da avaliação, muita conversa regada a cerveja, novos amigos e diversão.


domingo, 17 de fevereiro de 2008

Espaço de afetos no Rio de Janeiro


Acabei de descobrir que minha exposição Espaço de Afetos já está na Fnac do Rio, no Barra Shopping:
http://www.barrashopping.com.br/novidades/novidade.asp?codmateria=528

Os filhos vão para o mundo e às vezes nem notícias, tomara que eles montem as séries de modo correto.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

História, poema de Fabrício Corsaletti



Na cidade em que nasci
havia um bicho morto em cada sala
mas nunca se falou a respeito
os meninos cavávamos buracos nos quintais
as meninas penteavam bonecas
como em qualquer lugar do mundo
nas salas o bicho morto apodrecia
as tripas cobertas de moscas
(os anos cobertos de culpas)
e ninguém dizia nada
mais tarde bebíamos cerveja
as brincadeiras eram junto com as meninas
a noite aliviava o dia
das janelas o sangue podre
(ninguém tocava no assunto)
escorria lento e seco
e a cidade fedia era já insuportável

partí à noite despedidas de praxe
embora sem dúvida chorasse



do livro Estudos para o seu corpo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Cria Cuervos - Porque te vas

da minha infância com a Ana...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Quarta-feira de cinzas


Adeus janeiro, adeus carnaval, adeus silêncio em Curitiba, adeus horário de verão, adeus dias lentos sem tocar o telefone, adeus horas de leitura, ...

Amanhã logo cedo as perspectivas do começo do ano batem na porta com o nome de compromissos. Agora cada minuto é trabalho e a nova perspectiva é esperar o fim do ano.

Círculos.

Sem conclusões.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Francis Bacon - Deleuze



"Pode acontecer que um animal, um cachorro real, por exemplo, seja tratado como a sombra de seu dono; ou, inversamente, a sombra do homem adquira uma existência animal autônoma e indeterminada. A sombra escapa do corpo como um animal que abrigávamos. Em vez de correspondências formais, a pintura de Bacon constitui uma zona de indiscernibilidade, de indecibilidade entre o homem e o animal. O homem se torna animal, mas não sem que o animal se torne ao mesmo tempo espírito, espírito do homem, espírito físico do homem refletido no espelho, como Eumênides ou Destino. Não se trata de combinação de formas, mas de uma fato comum: o fato comum do homem e do animal. De modo que a figura mais isolada de Bacon já é uma Figura acoplada, o homem acoplado a seu animal numa tourada latente."

página 29, Francis Bacon - lógica da sensação, por Gilles Deleuze

Pular o carnaval

Encontramos M. na rua e, apesar de estar morando no Rio, veio para Curitiba "pular" o carnaval. A cidade está cheia, poucos foram os que saíram, e aqui definitivamente não tem carnaval (desculpem-me os foliões da Cândido de Abreu e dos Sacis pela generalização).

Como bons curitibanos estamos pulando o carnaval, vamos ao cinema, comemos uma pizza, encontramos alguns amigos, nada nada de marchinhas, menos ainda de samba. Axé nem sabemos do que se trata.

Ano passado saí de Curitiba sábado pela manhã em direção ao Rio. Aqui o silêncio, lá o movimento, a alegria, o ruído, outro mundo.

Paralelismos. Sem conclusões.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O Brasil passa pelo sesc

Durante 4 dias seguidos em agosto de 2007, uma equipe com cerca de 50 fotógrafos, encarregou-se de retratar as entidades do SESC em todo o Brasil. Eu percorri as unidades de Curitiba, Paranaguá, Londrina e Tibagi (evento Sesc Cidadão). A idéia era que cada fotógrafo se sentisse livre para "olhar" o material humano que circula nesta instituição. Foi um trabalho de liberdade, sem nenhuma diretriz prévia. E não foi fácil, pois há muita responsabilidade quando se trabalha com tanta liberdade, sem a famosa "mediação" do famoso departamento de comunicação. Raros os trabalhos que confiam nas pessoas, ao invés de usá-las para seus fins. Acredito que o modo como foi elaborada a proposta do Sesc é como eu acredito ser a única maneira de se trabalhar de verdade.

Os resultados começam a ser publicados no site (www.obrasilpassapelosesc.com.br) mas infelizmente ainda não posso mostrar todas as imagens, o material tem que ser inédito para a exposição e livro. Quem está editando o material e é o coordenador do projeto é o Dante Gastaldoni. (Aliás, obrigada, Dante e Sesc, pela credibilidade, e Felipe Prando, pela companhia e assistência.)

Comecemos, então, pelas bordas...